Mercado da moda masculina - Franquia Brothers

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Introdução: A Trajetória de Jefferson e a Criação da Brothers

No Resolva Cast, recebemos Jefferson Guimarães, CEO da Brothers, uma rede de lojas de moda masculina que completou uma década em 2025. Aos 37 anos, Jefferson começou a Brothers aos 27, mas sua jornada empreendedora começou cedo: aos 14 anos, já vendia frango. Antes da Brothers, ele trabalhou no ramo de franquias alimentícias, como consultor de campo e expansão para uma marca com mais de 1.000 lojas. Seu sócio, Felipe, veio do ramo de confecção, com a família inteira atuando em multimarcas em Cuiabá. A Brothers nasceu em 2015 em Várzea Grande (MT), cidade-irmã de Cuiabá, dentro do primeiro shopping da cidade. A oportunidade surgiu de forma não planejada: Felipe chamou Jefferson para ser sócio em uma loja de moda masculina, uma área carente na região.

As Três Fases da Brothers: Da Revenda à Franqueadora

Jefferson divide a evolução da Brothers em três fases distintas:

  • Primeira fase (2015-2016): Loja de multimarcas. A Brothers comprava produtos prontos de 5 a 7 marcas premium e revendia. A barreira de entrada era muito baixa – qualquer pessoa podia ir a São Paulo ou Goiânia, comprar roupas e abrir uma loja. O problema é que, embora fácil de entrar, é difícil de perpetuar. Logo surgiram concorrentes copiando o modelo, comprando dos mesmos fornecedores e dizendo: “Essa é a mesma roupa que vende na Brothers”. Além disso, o cliente podia encontrar o mesmo produto em outras lojas, gerando guerra de preços.
  • Segunda fase: Criação da marca própria. Percebendo que o modelo de revenda limitava o futuro do negócio, Jefferson e Felipe decidiram construir marca. Com base no conhecimento adquirido no dia a dia da loja (o que o cliente queria), começaram a produzir seus próprios produtos. Inicialmente, misturaram marca própria com multimarcas; hoje, 100% do que é vendido na Brothers é marca própria. A loja tornou-se extremamente versátil, oferecendo tudo o que o homem precisa para se vestir: camisetas, calças, sapatos, cintos, cuecas, roupas de alfaiataria.
  • Terceira fase (a partir de 2018): Franqueadora. Com um negócio bem-sucedido, clientes começaram a perguntar: “Isso é franquia? De onde veio essa marca?”. O primeiro franqueado foi um amigo, em um processo em que a própria marca não se considerava ainda uma franqueadora. Jefferson buscou entender como se tornar uma franqueadora de fato, e a partir daí a rede começou a crescer – não por vendas agressivas de franquias, mas por demanda espontânea de clientes que queriam ter seu próprio negócio.

Números da Rede: 13 Lojas e Franqueados com Múltiplas Unidades

A Brothers possui atualmente 13 lojas, distribuídas em:
Mato Grosso: Cuiabá (2 lojas), Várzea Grande, Rondonópolis, Sorriso, Sinop.
Rondônia: Porto Velho.
Acre: Rio Branco.
Mato Grosso do Sul: Campo Grande.
Rio de Janeiro: 3 lojas (duas na capital, uma em Nova Iguaçu).
Dessas 13, apenas um franqueado tem uma única loja; todos os outros têm duas ou mais. Jefferson destaca que nunca vendeu uma franquia ativamente – os interessados compraram porque conheceram o negócio e quiseram. O exemplo mais marcante é o Dr. Álvaro (médico veterinário e advogado), que em um ano e meio abriu três lojas, com a terceira em fase de obra. Esse dado, para Jefferson, é a maior validação de que o negócio é sólido e os franqueados são felizes. A rede tem apenas uma loja de rua (em Sorriso, cidade com cerca de 100 mil habitantes), em um conceito que integra barbearia; todas as demais são em shoppings.

Por Que Ser um Franqueado da Brothers?

Jefferson elenca os principais motivos para escolher a Brothers em vez de outra franquia ou de abrir um negócio sozinho:

  • Negócio validado por 10 anos, com franqueados que possuem múltiplas unidades.
  • Marca protegida – a Brothers registrou cerca de 8 a 10 marcas (incluindo classes para roupas, calçados, acessórios, bonés), garantindo exclusividade e segurança jurídica. O escritório do Kleysller (Resolva) fez todo o checkup e proteção.
  • Mercado gigantesco e perene: o mercado de moda no Brasil movimenta R$ 270 bilhões (oitavo maior do mundo). O segmento masculino representa 35% desse total (cerca de R$ 94,5 bilhões) e está crescendo, com projeção de ultrapassar 40% em breve. Diferente de modismos (como paleta mexicana), moda nunca acaba.
  • Ticket médio elevado e comportamento de compra do homem: o homem, quando gosta da loja e do produto, não fica barganhando preço nem pesquisando em outras lojas. O ticket médio da Brothers é de R$ 400. Uma calça de alfaiataria masculina pode ser 20% mais cara que uma similar feminina.
  • Operação prazerosa: a loja se torna um ponto de encontro do homem, onde se faz relacionamento, bate-papo e vendas.
  • Faturamento e rentabilidade: 90% das lojas Brothers faturam acima de R$ 1 milhão por ano (lojas de 40 m²). A margem de lucro líquido média é de 15% sobre o faturamento. Para faturar R$ 100 mil por mês, a loja precisa atender cerca de 250 pessoas por mês (menos de 10 por dia), um número facilmente alcançável com fluxo de shopping e vendas por redes sociais.
  • Investimento e payback: o investimento total (imobilizado de R$ 220 mil + estoque inicial de R$ 80 mil) é de R$ 300 mil. O payback médio é de 24 meses – ou seja, o franqueado recupera todo o capital investido nesse prazo, continuando a ter lucro depois.
  • Liberdade de compra e gestão de fluxo de caixa: Diferente de muitas franquias de moda que obrigam o franqueado a comprar coleções inteiras, a Brothers lança coleções mensais e o franqueado escolhe o que quer comprar, sem obrigação. Isso evita o maior risco do setor: o franqueado comprar para vender R$ 300 mil em três meses, vender só R$ 150 mil e ficar sem fluxo de caixa para pagar os boletos. A Brothers oferece sugestão de compra baseada em metas, mas a decisão final é do franqueado.
  • Transferência de conhecimento: o franqueado não precisa pensar em logo, registro de marca, produtos, coleções, campanhas (como Dia dos Pais) – tudo já é pensado pela franqueadora. O franqueado só precisa executar no dia a dia: atender bem, gerenciar a equipe e cuidar das finanças. A Brothers fornece treinamento inicial completo e suporte contínuo.

Dificuldades do Franqueado e a Importância da Execução

Jefferson afirma que 50% do resultado é responsabilidade da franqueadora e 50% do franqueado. A franqueadora se compromete a fazer seus 50% (produtos, marca, processos, campanhas). O franqueado precisa executar sua parte: gestão de pessoas, atendimento, vendas, controle de fluxo de caixa e DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício). Ele alerta que muitas lojas quebram não por falta de faturamento, mas por falta de gestão de fluxo de caixa. Por isso, a Brothers “pega no pé” dos franqueados para que acompanhem seus números.

O Atendimento que Encanta: A Experiência Disney na Brothers

Jefferson explica que um dos diferenciais competitivos da Brothers é o atendimento. Ele credita essa cultura ao seu sócio Felipe, que estudou e trouxe para o negócio o modelo de excelência da Disney (experiência do cliente desde o primeiro contato, com cheiros, abordagem e encantamento). Jefferson critica o conceito de “vendedor xarope” – aquele que aborda o cliente na porta de forma agressiva e artificial. Na Brothers, o atendimento é direcionado, consultivo, fazendo o cliente se sentir especial. O objetivo é que o homem, uma vez que compra e tem uma grande experiência, se torne cliente para o resto da vida.

A Proteção da Marca e a Importância de Registrar

Jefferson reforça a mensagem final de Kleysller: a marca é o principal ativo do negócio. Muitos empreendedores trabalham anos e perdem a marca por não tê-la registrado. A Brothers fez o dever de casa: registrou a marca em múltiplas classes, protegeu direitos autorais e trade dress das cores. O conselho para quem está assistindo é: proteja sua marca, não perca tempo. O sucesso do negócio depende de um ativo seguro e exclusivo.

O Momento do Brasil e o Recado para Quem Quer Empreender

Jefferson aborda o medo que muitos investidores sentem ao ver notícias de crise, política e instabilidade econômica. Ele afirma: não existe momento certo para empreender no Brasil. Nos últimos 40 anos, o país viveu trocas de moeda, planos econômicos, impeachment, pandemia – nunca houve um período de completa tranquilidade. E ainda assim, empreendedores brasileiros prosperam (exemplo: a controladora do Burger King no mundo é de brasileiros). Ele convida o público a desligar a televisão e ir ao shopping: o brasileiro continua consumindo, comprando roupas, tomando sorvete, indo a restaurantes. Se o seu negócio não está vendendo, o problema não é o país – é a execução. A demanda existe. O momento de agir é sempre o presente.

Canal de Contato e Próximos Passos

Jefferson está pessoalmente disponível para quem tiver interesse em se tornar um franqueado da Brothers. O perfil no Instagram é @guimaraesjefferson – ele mesmo atende e direciona. O perfil da franqueadora é @brothersclothingbr e o site é lojasbrothers.com.br. A Brothers busca expandir para cidades com mais de 100 mil habitantes em todo o Brasil, com a meta de atingir 50 lojas nos próximos 24 meses.