Marcas Fortes Não Disputam Atenção (com Gabi Albuquerque) | EP.07

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Introdução: Marcas Fortes Não Disputam Atenção, Elas Ocupam Espaço

No episódio de hoje do nosso podcast, recebemos Gabi Albuquerque, mentora e especialista em construção de marcas, que veio de Goiás especialmente para compartilhar seu conhecimento. A conversa gira em torno de uma frase provocativa: “marcas fortes não disputam atenção, elas ocupam espaço”. Gabi explica que seu trabalho é conduzir profissionais a alcançarem resultados e serem percebidos com o valor que merecem, ou seja, tornarem-se marcas fortes.

Ao longo do episódio, Gabi aborda temas como percepção de valor, autenticidade, intencionalidade, identidade, influência e a importância de construir uma marca desejável. Ela compartilha histórias pessoais, desde o início de sua carreira com sobrancelhas até se tornar mentora de mais de 80 mulheres, e oferece insights valiosos sobre como sair do lugar comum e construir uma marca que ocupa espaço.

Qualidade é Obrigação, Percepção de Valor é Diferencial

A primeira pergunta do episódio questiona o que faz uma marca deixar de ser mais uma opção e se tornar prioridade em um mercado onde todos dizem ter qualidade. Gabi responde de forma direta: “qualidade não é diferencial, qualidade é obrigação”. O cliente não contrata ninguém esperando um mau serviço; a qualidade é o mínimo esperado. O que diferencia os “tubarões das sardinhas” é a percepção de valor.

Ela explica que, antes de contratar, o cliente precisa olhar para o profissional e achar que ele vale o que cobra, que merece estar com ele, e sentir desejo de estar com ele. Gabi compartilha o exemplo de uma mentorada que simplesmente enviou uma mensagem dizendo “quero sua mentoria”, sem perguntar preço ou requisitos. O motivo? O posicionamento magnético de Gabi: “parece que você é inacessível, mas ao mesmo tempo a gente quer estar com você”.

Ela ressalta que esse posicionamento é uma construção, não um dom. Gabi critica a ideia de que autenticidade é apenas ser espontâneo; para ela, a personalidade é mutável, mas a intenção deve guiar a comunicação. “Se você vai pescar um peixe, você vai colocar um sushi para ele?” – metaforiza ela, defendendo que é preciso entregar à audiência aquilo que ela deseja consumir.

Autenticidade e Intencionalidade: A Construção da Identidade

Gabi enfatiza que a autenticidade é a essência, mas a personalidade pode ser moldada. Ela própria se considera autêntica, mas construiu intencionalmente sua comunicação para ser magnética. Ela conta que, há 7 ou 8 anos, não tinha uma boa comunicação visual e foi criticada por usar blazer em Goiás, onde as profissionais de sobrancelha usavam jalecos.

Ao pesquisar, descobriu que não precisava de jaleco, mas de uma terceira peça. O blazer tornou-se sua identidade visual. Ela enfrentou críticas, mas não se importou. “Se você ganhou um hater, é o sinônimo de que você está progredindo e tendo sucesso”, afirma. O diferencial incomoda, e as pessoas tentam puxar quem está crescendo.

Gabi também reflete sobre a necessidade de clareza de identidade. “Quanto mais clareza eu tenho de quem eu sou, quanto mais eu sei para onde eu estou caminhando...”, diz ela, citando a frase “quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”. Sem um plano de ação e métricas, a pessoa fica perdida. Ela mesma passou por um divórcio difícil e começou a trabalhar com sobrancelhas para sustentar as filhas, mas foi construindo sua identidade e posicionamento ao longo do tempo.

O Papel da Influência em uma Marca Forte

Gabi acredita que marcas fortes naturalmente influenciam, mas isso deve ser construído com cuidado. Ela observa que marcas fortes não fazem muito barulho; elas chamam atenção silenciosamente. Marcas como Prada, Hermès, Ferrari e Lamborghini não precisam de outdoors gritantes; elas são o próprio barulho.

Ela conta uma história em um shopping de luxo: ao perguntar onde ficava a Zara, uma atendente respondeu que “lojas populares não têm aqui”. Gabi se sentiu humilhada três vezes, mas entendeu que aquilo era o posicionamento do shopping. Marcas fortes são desejadas e ocupam espaço sem precisar disputar atenção.

Ela destaca que seu posicionamento segue essa linha: não faz muito barulho, mas o barulho que faz é essencial. A influência vem da coerência e da consistência, não da gritaria.

O Caminho para Construir uma Marca Desejável

Para quem deseja chegar a esse patamar, Gabi elenca pilares essenciais: primeiro, Deus, conexão, identidade e profundidade. Depois, família. Ela ressalta que é preciso entender quais crenças e referências familiares nos limitam e quais devemos deixar para trás. “As nossas crenças são as crenças dos nossos mentores”, afirma, citando uma frase do encontro de mentores que participou.

Gabi explica que muitas pessoas são travadas por mentalidade de escassez e crenças limitantes herdadas de pais e cuidadores. Ela mesma venceu traumas e escolhe todos os dias continuar fazendo diferente. “Começa de qualquer jeito, começa com o que você tem”, aconselha. Ela lembra que nunca haverá um momento perfeito, e que é preciso escolher agir.

Após fundamentar esses pilares, vem a estratégia: técnica, linguagem corporal, não verbal, visual e audível. Gabi não mudou quem é, mas deu uma “melhorada na carcaça”. Ela acredita que a visão de longo prazo e a mentalidade levam a pessoa para o lugar desejado, mas é preciso movimento, não apenas verbalização.

Ela exemplifica com sua própria trajetória: em 2022, escreveu que queria ser amiga de Flávio Augusto. Em 2024, estava no mesmo festival que ele, a um aperto de mão de distância. “O meu ecossistema está me levando para isso”, diz. Ela não acredita na lei da atração sem ação; é preciso dar o primeiro passo.

Coragem, Superação e os 95%

Gabi compartilha histórias de superação. Ela encerrou a carreira de sobrancelha cobrando R$ 50, após começar com R$ 30. Ela construiu uma comunidade no Instagram, mesmo sem iluminação ou celular bom. Certa vez, uma seguidora a criticou por gravar vídeos “feios, sem luz”. Gabi não se paralisou: levou o print para os stories, pediu desculpas e disse que melhoraria. Ganhou ainda mais engajamento e, dias depois, um seguidor que ela nem conhecia mandou uma ring light para sua casa.

Ela ensina a matemática que aprendeu: “5% é o que te acontece, 95% é o que você faz com o que te acontece”. E complementa: “5% é o que as pessoas fazem de mal, 95% são as pessoas boas que estão ali precisando de você”. A tendência humana é focar no negativo, mas é preciso focar nos 95%.

Gabi conta que, separada e com duas filhas pequenas, fazia sobrancelha de dia, lavava o salão à noite e vendia bolo no pote na rua. “Tudo dá trabalho. Ter sucesso dá trabalho, não ter também dá. Só que o trabalho de ter sucesso é muito melhor e a recompensa é muito maior”, reflete. Ela destaca que a recompensa do fracasso é muito pior do que o esforço para alcançar o sucesso.

Hoje, ela vê o crescimento de suas mentoradas, como Tainara, que teve um crescimento de mais de 700% na estrutura. Gabi compara a empresa a um músculo: quanto mais se treina, mais forte fica. E ressalta que o mentor não é status, é missão e propósito. Ela já atendeu ligações de mentoradas às 11 da noite, ficando duas horas no telefone.

Conclusão: Como Acompanhar o Trabalho de Gabi Albuquerque

Ao final do episódio, Gabi deixa seu contato para quem deseja acompanhar seu conteúdo. Ela trabalha principalmente com o Instagram @gabialbuquerque (com underlines no final), onde compartilha conteúdos de conexão, propósito e estratégia. Lá, ela ensina como ter um posicionamento magnético e construir uma marca de sucesso, não uma marca comum, mas uma marca desejável.

As apresentadoras agradecem a participação e a autenticidade de Gabi, e convidam os ouvintes a deixarem comentários e feedbacks sobre o que gostariam de ver mais no podcast. O episódio termina com um clima de gratidão e inspiração, reforçando a mensagem de que marcas fortes ocupam espaço e são construídas com intenção, identidade e coragem.