Introdução: Quem é Eros Gold?
No episódio do podcast 'Confissões Consentidas', o apresentador Mestre Cruel (Renan) dá as boas-vindas a Eros Gold, também conhecido como The King Eros. A conversa começa com uma descrição visual detalhada: Eros é um homem branco de 25 anos, cabelos castanhos bem raspados, barba feita, unhas pintadas de preto, duas pulseiras no braço direito, relógio no braço esquerdo, uma camisa de flanela xadrez preto e branco com detalhes dourados – sua marca registrada. Ele é carioca da gema, nasceu e mora no Rio de Janeiro, e atualmente cursa Defesa e Gestão Estratégica Internacional.
A Origem do Nome e da Persona: Eros, King e Morning Star
Eros explica a origem de seu nome e títulos: quando decidiu se tornar um cachorro (pet player) há quase 5 anos, o primeiro nome que veio à sua mente foi Eros, e depois ele descobriu o significado e achou incrível. O título King veio de sua personalidade como submisso – ele se identifica como um prince (príncipe), mas como também faz o papel de dominador, decidiu transformar isso em 'King' (rei). O sobrenome Morning Star (Estrela da Manhã) é uma referência a Lúcifer, o anjo caído, representando sua dualidade de anjo e demônio – algo que sua camisa xadrez preto e branco simboliza perfeitamente.
Infância, Adolescência e a Descoberta da Bissexualidade
Eros começou a se entender sexualmente por volta dos 13 anos. Sua família sempre foi de 'homens pegadores e provedores', mas ele percebeu que não era um problema se gostasse de homens, mulheres ou qualquer pessoa. Sua irmã mais velha, 5 anos mais velha, se entendeu como bissexual primeiro e abriu caminho para ele. Ele conversou com sua mãe, que sempre foi aberta – apesar de inicialmente 'engolir' a informação, ela aprendeu com o tempo, vendo que ele continuava sendo a mesma pessoa quieta, estudiosa e exemplar. Seu pai, por outro lado, tornou-se evangélico e estuda para ser pastor, e frequentemente diz que Eros 'vai para o inferno'. Os pais são divorciados hoje, e Eros tem um relacionamento maravilhoso com sua mãe, que é uma 'diva' e foi até fotografada de Domina Trix (Langerry) para uma foto de aniversário.
Família e Apoio Materno: Uma Relação de Liberdade
Eros mora com sua mãe no Rio de Janeiro e ela sabe de todo o seu 'rolê fetista e sexual'. Ele a descreve como uma rainha, e a comunidade fetichista a chama de Afrodite (mãe de Eros). Ela é extremamente aberta, e ele a ama por isso. Apesar da relação conflituosa com o pai, Eros mantém uma conexão forte com sua mãe e sua irmã, e sua família (a parte que ele gosta) é seu maior tesouro.
Os Primeiros Passos no BDSM: Da Curiosidade aos 18 Anos
Eros descobriu o BDSM acidentalmente, assistindo a vídeos de pessoas sendo amarradas no YouTube (o que ele admite ser 'um roteiro de pornô'). Aos 15 anos, ele começou a estudar BDSM não apenas como pornografia, mas como prática: aprendeu sobre técnicas, segurança, regras e protocolos. Ele esperou até os 18 anos para praticar, e sua primeira sessão oficial foi com 19 anos. Em 2021, com 21 anos, ele veio para São Paulo e foi quando 'nasceu o Eros' – sua persona fetichista.
A Dualidade do Switcher: Top, Bottom e a Filosofia do 'Meio'
Eros se define como bissexual, versátil e switcher (alguém que alterna entre dominar e ser dominado). Ele começou como top (ativo/dominador) e depois descobriu o prazer de ser bottom (submisso). Ele explica que um limite enquanto bottom não é necessariamente um limite enquanto top – por exemplo, ele odeia sounding em si mesmo, mas adora fazer em outras pessoas porque é sádico. Ele também criou o conceito de prince para sua personalidade como submisso: ele não é servil, gosta de ser usado e exibido (tem praise kink), e de ser mostrado como alguém de quem o dominador tem orgulho. A troca entre as posições é fluida e consensual.
A Evolução no Pet Play e no Couro: A Máscara Dourada
A primeira máscara de Eros era preta com focinho dourado – e o dourado se tornou sua marca. Ele hoje tem cinco máscaras da Tuft Squad (uma delas, a preta, é a 'polêmica máscara' que ele emprestou para uma campanha do Mr. Fetiche e gerou um rebuliço na comunidade pet). A relação de Eros com o couro se desenvolveu aos poucos. Ele sempre achou bonito, mas só comprou sua primeira calça e camisa de couro em São Paulo, numa loja chamada TDS Couros, às pressas para ir à semifinal do Mr. Fetiche 2023.
Bondage e Shibari: Do Hiperfoco à Performance
Eros entrou no bondage (prática de imobilização) e depois descobriu o Shibari (técnica de amarração com cordas) como uma especialização. Ele é autodidata e hiperfocado: quando algo desperta sua curiosidade, ele pesquisa loucamente. Hoje ele é um shibarista reconhecido, performando em eventos como o Shibar Experience em Curitiba. Ele enfatiza que bondage é o ato de imobilizar (com algemas, fitas, correntes, cordas), enquanto Shibari é uma técnica específica dentro do bondage.
A Cena Fetista no Rio de Janeiro: Fechada, Mas Existente
Eros descreve a cena fetista no Rio de Janeiro como 'comparável à de Curitiba' em diversidade, mas mais fechada. A maioria das festas são de grupos privados, pois eventos abertos tiveram problemas com 'pessoas esquisitas' que arrumaram confusão. No entanto, há eventos abertos como o Piquenique da Baixaria e o Atados no Parque (que acontece em várias cidades do Brasil). A Cali House e a Baixaria produzem workshops abertos. O espaço Galpão B (da Baixaria) sedia festas como o Barcha (após o Atados) e o Carol King (de 15 em 15 dias). Eros recomenda que qualquer interessado procure referências – falar com alguém da cena carioca para ser bem recebido.
Jogo Rápido: Perguntas e Respostas
- Cor: Dourado.
- Medo: Perder a família da parte que mais gosta.
- Sonho: Ser o tio que mima sua sobrinha (que ainda não existe).
- Superpoder merda: Estar sempre com a roupa lavada e passada.
- Superpoder bom: Telecinese (e coisas com a mente).
- O que não pode faltar numa sessão com ele: Bondage de respeito.
- O que ele precisa para ser bottom: Que a pessoa goste de dominar efetivamente (não 'uma ceninha').
- O que ele precisa para dominar alguém: Que a pessoa goste de ser sub.
- Pessoa que admira: Sua avó.
- Ator para interpretá-lo no cinema: Harry Kevel.
- Indicação de livro: 'As Marcas de uma Lágrima'.
- Prática fetichista que não fez mas tem vontade: Ser amarrado e deixado em exposição (tipo drone) em um lugar público, como a Avenida Paulista, amordaçado e vendado, com outros podendo interagir.
- Quem é Vittor pelo Eros: Vittor é a 'pessoa mais civil' – trata de assuntos sérios (incluindo projetos secretos, como a visita ao projeto do submarino nuclear brasileiro). Eros é a essência criativa e expressiva.
Considerações Finais e Onde Encontrar Eros
Eros deixa suas redes sociais: no Instagram e no Kinggram, ele é @thekingeros (King em inglês, com 'th' antes), e no Twitter/X é @heros_pup. Ele alerta que as contas são derrubadas com frequência, então o que vale é o que aparece no card. Mestre Cruel reforça o pedido para que o público curta, comente, compartilhe, siga o podcast (@confissoesconsentidas e @dommcsp) e, em caso de queda das redes, acesse o site mestrecruel.com ou a rede social fetichista Kinggram. O episódio termina com a despedida 'Ciao' e a promessa de que a agenda de ambos se alinhará para mais conteúdos.