Introdução: O Podcast Confissões Consentidas e o Cowboy Switcher
No episódio do podcast Confissões Consentidas, o apresentador Mestre Cruel (Renan) recebe o produtor de conteúdo adulto Cowboy Switcher. Seguindo o protocolo de acessibilidade, Renan se descreve como um homem branco de 33 anos, cabelo castanho com mechas douradas e alguns fios brancos, usando uma camisa preta de couro com detalhes em azul. Cowboy Switcher, então, faz sua autodescrição: homem branco, cisgênero, 28 anos, camiseta preta de algodão, cabelos pretos médios com alguns fios brancos, olhos pretos e barba.
Origens: Uberaba, Família e a Formação em Biomedicina
Cowboy Switcher nasceu em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Morou lá por 8 anos, depois veio para São Paulo por mais 8-9 anos, e retornou a Uberaba na segunda metade do ensino fundamental, permanecendo até meados do ano da gravação, quando voltou a São Paulo. Sua entrada no Wikipedia traria que ele começou a produzir conteúdo adulto aos 24 anos (há 4 anos) e que é formado em biomedicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Durante a faculdade, participou ativamente do diretório acadêmico, da produção de congressos e de empresas juniores.
Infância e Adolescência: Reclusão, Resiliência e Descoberta da Sexualidade
Cowboy descreve sua infância como tranquila, mas um pouco 'problemática' por conta de seu 'toque' — ele era uma criança reclusa, com poucos amigos (mas amizades muito boas), e sempre muito ligado à família, passando a maior parte do tempo com primos e irmão (todos mais novos). Ele se entendeu gay por volta dos 13-14 anos, no ensino fundamental II em Uberaba, através de muita leitura e pesquisa — incentivado por seus avós, com quem passou grande parte da vida. Essa base de leitura e autonomia foi fundamental para que ele não sofresse tanto quanto outras pessoas. Na escola, não era o único gay — havia outros, e o filho da supervisora da escola particular também era gay, o que inibia um pouco o bullying. Ele descreve Uberaba como uma cidade 'terrível' para LGBTs, tomada pelo agronegúcio e criação de zebuínos, com uma população 'bem matuta'. No entanto, por ser muito seguro de si mesmo, independente e ter sido criado de forma a se tornar resiliente, ele se deu bem.
Família: Aceitação Tranquila e o Namorado Apresentado Naturalmente
Dentro de sua família, a aceitação foi muito tranquila. Cowboy nunca precisou 'sentar para conversar' — não houve silêncio velado, mas sim uma naturalidade. Quando começou a namorar uma pessoa que julgou importante, simplesmente a apresentou como namorado, e foi bem recebido. Sua avó, com quem convive a maior parte do tempo e é muito apegado, conversa longamente com ele e com o namorado, elogiando-o. Sua tia, tio e primos também respeitam muito.
A Entrada na Produção de Conteúdo: Um Prejuízo no Diretório Acadêmico
A carreira de produtor de conteúdo começou de forma inusitada. Cowboy era o tesoureiro do diretório acadêmico, mas o cartão não ficava em sua mão. Durante um congresso, algumas pessoas superfaturaram o valor do buffet, e o prejuízo caiu sobre ele (como responsável). Ele se viu obrigado a arcar com uma dívida que não era sua. Para pagá-la, começou a vender conteúdo. Ele já conversava com pessoas do meio fetichista pela internet, que lhe disseram: 'vende porque seu pau é bonito'. No início, ele não mostrava o rosto, apenas fotos e vídeos curtos. Após pagar a dívida e se desvincular completamente das atividades da faculdade, ele decidiu continuar porque 'dava muito dinheiro, sustentava seu padrão de vida, permitia viajar e conquistar coisas'.
Fetichismo: Experimentalista, Conteúdo Focado em Fetiches e o Nicho do Cowboy
Cowboy afirma que o fetichismo esteve presente desde o início de sua sexualidade, mas de forma não escancarada. Ele começou a entender o fetichismo justamente quando começou a produzir conteúdo, pois seus vídeos nunca são sobre apenas sexo — são sobre fetiches. Ele ainda se considera um experimentalista, descobrindo novas práticas com seu namorado (também fetichista), que lhe mostrou coisas que ele imaginava não serem para ele de um modo diferente. Seu nicho de mercado é o cowboy — ele cresceu na fazenda, e seus vídeos exploram sexo ao ar livre, no mato, com calça jeans, bota e a estética country. Sobre seu tamanho, ele não se considera 'dotado' (prefere paus grandes ou grossos), mas admite que a maioria dos que assistem seus vídeos considera.
Switcher: Do Controle ao Relaxamento na Submissão
Cowboy sempre foi mais ativo e dominador — 'gosta muito de controle'. No entanto, uma pessoa da comunidade fetichista (não seu namorado) lhe apresentou o lado submisso. Sua primeira experiência como submisso foi 'muito boa'. Ele explica que o momento em que é submisso é o único momento em que fica mais relaxado durante sua existência, porque a todo momento está preocupado com o controle, e ali ele simplesmente desliga essa parte. Para ele, ser submisso é um pouco difícil e só consegue se tiver um alto grau de intimidade com a pessoa. Ele também nota que o lado submisso ainda mantém certo controle (o controle do conhecimento sobre a pessoa).
Jogo Rápido: Sonhos, Medos, e a Prática do 'Sleep'
No quadro de perguntas rápidas, Cowboy revela que sua cor favorita é vermelho. Seu sonho é ficar milionário. Seu medo é tornar-se indiferente. Como super poder 'bosta', ele gostaria de não sentir dor ao voltar à academia depois de um tempo parado. Para interpretá-lo no cinema, escolheria Rodrigo Santoro. A pessoa com quem gostaria de transar (e nunca transou) seria Gustavo Zanim (após uma sugestão de Mestre Cruel, ele não conhecia de cabeça). Sobre práticas fetichistas que ainda não fez, ele cita o 'sleep' (sexo com pessoa dormindo) — ele sente vontade, mas não coragem, e admite que o problema é a falta de consentimento prévio; se houver um acordo explícito, não considera abuso. Em relação à definição do Cowboy pelo Marcos (seu nome de batismo, revelado no final como 'Marcos'), ele responde: 'resiliente, áspero, um pouco rígido, mas gente boa, uma personalidade interessante com camadas'. E como o cowboy define o Marcos? 'Um pouco inseguro. Se o Marcos fosse mais seguro de si, o cowboy já teria feito horrores.'
Planos para o Cowboy: Visibilidade, Consciência e Levantar Bandeira
Cowboy revela que seus planos são tornar sua persona ainda maior, mais consciente, mais visível e 'levantar mais bandeira'. Ele acredita que, modéstia à parte, tem muito a contribuir para a comunidade fetichista. Mestre Cruel sugere uma candidatura ao Mr. Fetiche Brasil em 2027, e Cowboy não descarta ('quem sabe?').
Considerações Finais e Redes Sociais
Cowboy divulga suas redes sociais: em todas as plataformas (Instagram, Twitter, OnlyFans, Privacy, Clips for Sale) o username é @cowboyswitcher (com 's' no final). Ele também possui um mecanismo próprio de venda de conteúdo (por fora). Mestre Cruel divulga @confissoesconsentidas, @domcsp, o site www.mestrecruel.com e a rede social fetista brasileira Kink Grun.