Introdução: A Jornada da Causa na Medicina
A busca pela causa dos problemas de saúde, em vez de simplesmente tratar sintomas, é o diferencial que a Dra. Geisa Quental traz para a medicina. Formada pela USP em 1986, com especializações em pediatria, homeopatia, medicina psicossomática e psicanálise, ela dedicou sua carreira a entender como o corpo fala através de sinais, sintomas e doenças. O princípio fundamental é que não se resolvem problemas com maquiagem; é necessário ir à origem que levou ao adoecimento.
Terapia Neural: O Reset do Organismo
A terapia neural é uma técnica desenvolvida pelos irmãos médicos alemães Ferdinand e Walter Huneke, que completa 100 anos em 2024. A descoberta ocorreu a partir de casos impressionantes: uma mulher cega por 23 anos recuperou a visão após extrair um dente, e um homem surdo voltou a ouvir após tratamento dentário. Isso levou ao estudo da correlação entre a boca, os dentes e o restante do corpo, especialmente os meridianos de acupuntura.
A terapia neural utiliza a procaína, um anestésico de dentista de meia-vida rápida, aplicado em cicatrizes ou centros de interferência. O mecanismo de ação envolve a milivoltagem celular: células saudáveis têm voltagem negativa (célula muscular: -70mV; óssea: -50mV), enquanto células doentes ou cancerígenas perdem essa negatividade. A procaína eleva rapidamente a voltagem para +290mV e a faz retornar ao valor original anterior à lesão, promovendo um verdadeiro reset da informação nervosa.
Casos Clínicos de Sucesso
Um dos casos mais marcantes foi o de uma jovem que nasceu com uma perna só e todos os órgãos para fora. Após uma queda, fraturou a patela da perna que funcionava, perdeu o movimento e arrastava o membro. Com apenas uma sessão de terapia neural na cicatriz do joelho, ela retomou o movimento da perna. Outro caso: uma paciente com trombose venosa profunda na perna direita, que não respondia ao tratamento na cicatriz da cesariana. A causa estava na cicatriz de uma pendissectomia realizada aos 9 anos de idade.
Até mesmo a dor nos pés da própria Dra. Geisa para meditar foi resolvida com terapia neural nas cicatrizes das duas cesarianas. Os choques no dorso dos pés, presentes há anos, desapareceram após duas aplicações, demonstrando a conexão profunda entre diferentes regiões do corpo.
Cicatrizes Emocionais e Físicas: A Conexão com a Boca
O caso mais impactante apresentado foi o de uma psicóloga de 54 anos com diagnóstico de câncer de mama, que não queria quimioterapia ou radioterapia. Utilizando aparelhos de biorressonância, a Dra. Geisa identificou que a causa do câncer vinha da boca – especificamente de um canal e um implante dentário. Embora a paciente não sentisse dor e a tomografia não mostrasse problemas evidentes, o aparelho indicava a origem bucal.
A paciente relutou por um ano, mas finalmente removeu o canal e o implante. Após a extração, começou a drenar pus por 42 dias, mesmo com antibióticos. O resultado final: o câncer desapareceu e ela teve alta do oncologista. O tratamento foi realizado pelo dentista, não pela médica, que apenas auxiliou no diagnóstico da causa.
A boca é um ecossistema vivo, repleto de bactérias, fungos e vírus, incluindo o Epstein-Barr, grande causador de tireoidite e câncer de mama, que pode residir na gengiva, dentro de canais ou próximo a implantes. Os implantes de titânio, ao contrário do que se pensa, não são inertes: oxidam e causam reação inflamatória. O ideal seriam implantes de cerâmica ou zircônia.
Amálgamas e Mercúrio: Perigo Silencioso
As obturações antigas de amálgama, especialmente as com mercúrio, continuam volatilizando o metal neurotóxico mesmo após a extração do dente. A medicina integrativa é responsável por solicitar exames que detectam níveis elevados de mercúrio no organismo, orientando sobre a necessidade de remoção dessas obturações.
Crises de Pânico e Traumas de Infância
Uma paciente de 61 anos sofria de crise de pânico desde os 6 anos de idade, quando extraiu as amígdalas em condições traumáticas – sentada, segurada por adultos, apenas com anestesia local. A Dra. Geisa aplicou procaína nos pilares das amígdalas (local da extração 54 anos antes) e a crise de pânico nunca mais aconteceu.
Outro caso envolveu um garoto que vomitava e tinha crises de ansiedade ao ir para a escola, apenas em dias letivos. Após investigação emocional, descobriu-se que ele testemunhou a professora brigar injustamente com um amiguinho que queria ir ao banheiro. O medo de que o mesmo acontecesse com ele gerava espasmo gástrico e vômitos. A causa não era biológica, mas emocional e relacional.
Medicina Integrativa: Ferramentas Antigas e Modernas
A medicina clássica é excelente para casos agudos, como acidentes. No entanto, para processos crônicos, são necessárias ferramentas complementares:
- Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa: conhecidas há milênios.
- Cannabis medicinal: grande moduladora inflamatória.
- Homeopatia: criticada por quem não estuda física. O Instituto Max Planck e o Dr. Masaru Emoto demonstraram que a água grava informações em sua conformação molecular.
O experimento de Masaru Emoto é revelador: ele coletou água de uma represa antes e depois de monges budistas cantarem mantras. Ao microscópio, a configuração molecular da água era completamente diferente após os cantos harmoniosos. Como o corpo humano é 70% água, o que você vibra e canta afeta sua saúde celular.
A Importância de Ouvir o Paciente
A Dra. Geisa enfatiza que muitos médicos, por acharem-se superiores, deixam de ouvir o paciente. O paciente sabe apontar o caminho da causa e da cura. É preciso acolher a dor, pois num primeiro momento o paciente pode mentir – o clássico "vim porque minha mulher me trouxe" – mas, com escuta atenta, ele revela traumas profundos, como a perda de um irmão gêmeo atropelado na sua frente.
O Brasil é campeão mundial em transtorno de ansiedade generalizada e ocupa o 4º lugar em depressão. Também é campeão em transplantes de órgãos, o que indica algo profundamente errado na saúde da população.
Odontologia Integrativa: Cada Dente Conectado a uma Emoção
A biocibernética bucal, estudada pelo Dr. Carlo Marquezini, demonstra como cada dente está ligado a uma emoção. O dente 21, por exemplo, está conectado aos rins, bexiga e aos medos. Uma paciente com infecção urinária de repetição foi tratada após identificação de uma cárie na raiz do dente 11, que passou despercebida pela dentista, mas foi detectada por biorressonância e tomografia. Quem curou a paciente foi a dentista, ao tratar o dente.
Tratamentos ortodônticos e extrações não podem ser feitos sem critério, pois cada dente tem função energética. A contenção pós-tratamento ortodôntico, por exemplo, pode conter emocionalmente o paciente.
Corpo e Emoções: A Linguagem dos Sintomas
A rinite alérgica é comum em pessoas perfeccionistas, com medo de errar, que se cobram excessivamente e buscam ser aplaudidas. A asma está ligada ao sentimento de inferioridade e comparação com os outros.
Os joelhos têm significados específicos: o joelho direito fala da preocupação com o que os outros pensam (vaidade, orgulho); o joelho esquerdo fala de como a pessoa se cobra. O tratamento para problemas nos joelhos é a humildade – fazer o melhor que pode sem se preocupar com a aprovação alheia, e tornar-se sua própria melhor amiga.
Preferências Alimentares e Emoções
Até as escolhas alimentares revelam o estado emocional:
- Doce em excesso: pessoa amargurada.
- Salgado: busca por informação.
- Pimenta: desejo de aventura.
Conclusão: O Conhecimento Liberta
Há 7.000 anos, o imperador chinês Nenchui já ensinava que prevenir a doença é melhor que forjar armas no momento da guerra. O Astragalus, conhecido desde aquela época, aumenta a enzima telomerase nos telômeros do DNA, promovendo longevidade.
A mensagem final da Dra. Geisa é clara: se você não ficou satisfeito com o resultado de um médico, busque outro. Existem profissionais sensíveis que ouvem e acolhem. A evolução da medicina já era uma realidade há milênios, e o conhecimento sobre a conexão corpo-mente-emoção é libertador. O corpo fala, e cabe a nós aprendermos a ouvi-lo.