Como Alavancar Patrimônio com Consórcios Estratégicos | EP.05

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Introdução: Crescer Mais ou Crescer Melhor?

No mundo dos negócios, a busca pelo crescimento é uma constante. No entanto, é fundamental questionar: crescer mais é necessariamente crescer melhor? Neste episódio, recebemos Thiago Caserta, especialista em vendas e empreendedorismo, para discutir os desafios e as estratégias por trás do crescimento sustentável e da construção de patrimônio. Com mais de 10 anos de experiência e proprietário da CAISA Corretora, Thiago compartilha insights valiosos sobre como alinhar faturamento, lucro e propósito pessoal.

A conversa começa com uma provocação essencial: será que o faturamento é o único indicador de sucesso? Thiago argumenta que não. Ele compara a velocidade à direção, afirmando que “às vezes não adianta só velocidade, você precisa ter direção, porque senão você sai correndo pro lado errado”. Muitas empresas crescem em faturamento, mas quebram por não conseguirem entregar o pós-venda ou por aumentarem as responsabilidades sem o devido retorno.

O que Realmente Significa Crescer?

Quando um empresário diz que quer crescer, normalmente pensa em aumentar o faturamento. Contudo, Thiago alerta que crescer faturamento não é necessariamente crescer. Ele explica que o faturamento está relacionado à última linha do resultado, mas pode ser acompanhado de mais problemas e responsabilidades. A premissa defendida por ele e pela apresentadora Rafa é clara: “faturamento é ego”. Se não houver lucro por trás, o crescimento é insustentável.

Thiago enfatiza que, no bolso, só cabe uma coisa: ou dinheiro ou ego. A escolha define o caminho. Ele também critica a ideia de que é preciso “socar dinheiro” no negócio sem medir riscos, lembrando que para cada caso de sucesso, muitos outros fracassam. O livro “A Psicologia Financeira” é citado para ilustrar que o fator sorte também influencia os resultados.

Identificando o Verdadeiro Crescimento

Como saber se um negócio está realmente crescendo? Thiago afirma que o maior balizador é o que foi alinhado no início. Para alguns, crescer é ganhar mais dinheiro; para outros, é ter mais tempo livre ou mais margem. Ele ressalta que o empresário compra três coisas: tempo, redução de custo ou habilidade para sair do operacional.

Um exemplo pessoal é compartilhado: Thiago acorda às 4h da manhã para treinar, pois à noite, quando chega, o filho já está dormindo. Ele optou por abrir mão de horas de sono para ter tempo com a família. Isso ilustra que o crescimento é relativo e depende da vida que a pessoa quer ter. “A vida que a pessoa quer ter vai determinar o preço que ela tem que pagar”, diz ele.

Quando Construir Patrimônio?

A construção de patrimônio não tem um momento certo, segundo Thiago. O patrimônio está relacionado ao futuro, que é eminente. Quanto antes começar, melhor. Ele desmistifica a ideia de que é preciso desprender grandes quantias mensalmente; tudo é relativo. É preciso definir o que é patrimônio: físico (imóveis) ou líquido (investimentos financeiros)?

Thiago alerta que o patrimônio físico, como imóveis, envolve maior investimento e risco, e a liquidez não é imediata. Ele defende a diversificação como segredo. Além disso, ao assessorar clientes, ele faz uma anamnese para entender se faz sentido aportar tudo em investimentos ou se parte deve ser reinvestida no próprio negócio, que é onde o dinheiro mais “trai” (trabalha) para o empresário.

Um ponto crucial é a estratégia. Muitas pessoas investem de forma impulsiva e, quando precisam do dinheiro, perdem a motivação e abandonam o investimento. Thiago reforça: “Você tem que ter o mesmo tesão em todo o boleto”. É preciso entender que cada pagamento aproxima o investidor do objetivo.

Alavancagem e Consórcio: Ferramentas de Construção de Patrimônio

Thiago explica o conceito de alavancagem como uma alavanca que tira o investidor de um ponto A para um ponto B maior. Ele dá um exemplo prático: investir R$ 100.000 e acessar R$ 300.000. Não se trata de pirâmide, mas de uma estratégia de consórcio.

Ele detalha o caso de uma cliente que foi contemplada com R$ 1 milhão após investir R$ 100.000. Ela poderia comprar um imóvel, construir ou usar um imóvel como garantia para levantar o valor integral. Alternativamente, poderia vender a carta por R$ 300.000 a R$ 350.000, livrando-se das parcelas futuras. Em ambos os casos, a rentabilidade é superior a investimentos tradicionais como CDI, que levariam 15 anos para triplicar o valor.

Thiago destaca a segurança do consórcio em comparação a outros investimentos. Ele cita o caso de um banco que quebrou e o FGC garantiu apenas R$ 250.000. No consórcio, o valor é 100% garantido. No entanto, é fundamental planejar: definir o objetivo (comprar imóvel, vender carta) antes de entrar.

Armadilhas e Dívidas Perigosas

Como diferenciar um investimento inteligente de uma dívida perigosa? Thiago responde: primeiro, não procurar mágica ou jeitinho. Muitos vendedores falam o que o cliente quer ouvir, não a realidade. É preciso honestidade do assessor e conhecimento do produto e da administradora.

Ele alerta para golpes que prometem contemplação em 6 meses. Se alguém prometer isso, é mentira. Ele faz uma conta simples: pagar R$ 18.000 em 6 meses para acessar R$ 700.000 não existe. Se fosse assim, todos seriam milionários. Thiago também desmonta o mito das cartas contempladas anunciadas com entrada de 20%: com 600 a 700 parceiros no Brasil, é improvável que uma oportunidade mágica caia no colo de um leigo.

Thiago estima que mais de 20% das pessoas insatisfeitas com consórcio o são por falta de informação. O restante é má fé. Ele reforça a importância de buscar profissionais qualificados e entender a tríade conhecimento, dinheiro e tempo: para acessar um, é preciso abrir mão de dois.

Conclusão e Contato

Thiago Caserta deixa um convite para acompanhar seu conteúdo no Instagram @othiagocaserta, onde compartilha informações valiosas sobre alavancagem de patrimônio e estratégias financeiras. Ele reforça que tudo que posta tem uma finalidade, nada é vazio. Para assuntos mais aprofundados, é possível entrar em contato com a equipe.

A conversa termina com agradecimentos e a promessa de seguir a esteira de conteúdo para ajudar empresários a crescerem de forma sustentável e inteligente.