ESTUDO DE MADRUGADA, TRABALHOS NO GOSPEL E CACHÊS | Lucas Carriel | Starling Cast #306

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Introdução: A Jornada de Lucas Carriel no Starling Cast

Neste episódio do Starling Cast, gravado na Avenida Paulista em São Paulo, o apresentador Mateus Starling recebe o guitarrista Lucas Carriel. Ele é um músico jovem que concilia a carreira profissional com o trabalho voluntário na igreja, além de ser professor e já ter acompanhado grandes artistas. A conversa aborda sua trajetória de superação, desde as dificuldades iniciais com a guitarra até sua decisão de parar de viajar com artistas para focar em sua família e em seus próprios projetos.

Lucas Carriel é apresentado como um exemplo de músico que, mesmo com uma agenda cheia, mantém-se fiel aos seus princípios e à sua fé. Ele compartilha sua história de humilhação e perseverança, revelando como um trauma com um professor de música o fez desistir temporariamente, mas como ele encontrou forças para retomar os estudos e se tornar um músico requisitado.

Ao longo do episódio, Lucas fala sobre a importância da constância nos estudos, a modelagem de grandes guitarristas, a transição do gospel instrumental para o worship, os bastidores da estrada e a mentalidade empreendedora que o levou a construir uma carreira sólida e independente.

Começando do "-5": Origens e a força da fé

Lucas Carriel começa sua participação contando que veio do "menos cinco", uma metáfora para suas origens humildes. Ele não tinha contato com músicos profissionais, estudo formal ou acesso à internet na época. Sua maior vontade era fazer música todos os dias. Ele destaca que sua história é definida por fé, que ele descreve como acreditar naquilo que não se vê.

Ele conta que costumava tirar repertórios de artistas com quem sonhava em tocar, e que, com o tempo, acabou tocando com muitos deles, como Ivete Sangalo, Ed Motta e Renascer Praise. Essa prática de tirar álbuns inteiros se tornou uma mania e uma forma de estudo. Cleverson enfatiza que sempre acreditou que as coisas iam dar certo.

Abertura e apresentação de Lucas Carriel

Mateus Starling introduz Lucas Carriel como um guitarrista jovem, voluntário da igreja, que toca todos os cultos de quinta a domingo, além de ser músico profissional, professor e já ter tocado com grandes artistas. A conversa promete explorar esses dois mundos: o do voluntário e o do profissional.

Lucas agradece o convite e conta que já acompanhava o podcast e que é a quarta vez que Mateus o chama. Ele fala sobre a alegria de estar no Starling Cast e da parceria com a RCK, que cedeu um presente para ele. Mateus também agradece aos patrocinadores e à audiência, que já passa de 300 episódios.

Origens: Vida no interior de SP (Boituva) e os primeiros contatos com a música

Lucas Carriel é de Boituva, interior de São Paulo, cidade próxima a Sorocaba e Campinas. Mateus Starling comenta sobre a diferença entre São Paulo e Rio de Janeiro, destacando a quantidade de cidades próximas na região. Lucas conta que começou na música muito cedo, influenciado pela família que frequentava a igreja.

Ele ouvia muito CD no carro, como Ademar de Campos, Aline Barros e David Quinlan. Aos 8 anos, ao ver que o solo de guitarra na igreja era igual ao do CD, despertou seu interesse. Ele começou a prestar atenção nos músicos e procurou o guitarrista da igreja para ter aulas.

O trauma com o primeiro professor e as dificuldades com pestana

Lucas conta que seu primeiro professor lhe ensinou quatro acordes e, na quarta aula, pediu que ele aprendesse a fazer a pestana. Como ele tinha apenas 8 anos, mãos pequenas e dificuldade, não conseguiu. O professor então disse que só voltaria a dar aula quando ele aprendesse a pestana, o que o fez desistir.

Dois anos depois, ele viu seu pai, que tinha um dedo quebrado, fazendo a pestana com facilidade. Ele imitou o pai e conseguiu fazer o acorde. A partir daí, ele começou a desenvolver sozinho, sem professor, e atribui sua persistência ao propósito de Deus em sua vida. Ele também revela que tinha dificuldades em tudo, inclusive na escola, mas sempre gostou de estar no ambiente de música.

Primeiras experiências tocando na igreja e tentando tirar músicas de ouvido

Aos 10 anos, Lucas começou a tocar na igreja, mesmo segurando a guitarra errada e sabendo apenas quatro acordes. Ele observava a filha da pastora, que lia partitura e cifra, e tentava copiar. Ele criou um processo de associação: quando via um "C" no papel, observava qual acorde ela fazia e assim por diante.

Ele tocava tudo simplificado e errado, mas o importante era encaixar na letra. Aos 15 para 16 anos, ele decidiu que precisava mudar, pois estava frustrado com a humilhação que sofria. Ele conta que era zoado por não saber segurar a guitarra e por tentar fazer solos. Foi então que ele fez um propósito de estudar 10 minutos por madrugada, durante um ano, sem falhar um dia.

O propósito da madrugada: 10 minutos diários de estudo e a virada técnica

Lucas explica que, durante um ano, ele acordava de madrugada, lia a Bíblia por 10 minutos e tocava guitarra por 10 minutos. Ele não tinha material de estudo, mas tinha vontade. Ele conta que tinha sonhos em que alguém o ensinava e, ao acordar, sabia tocar coisas novas.

Ele destaca que a constância é mais importante do que a empolgação de estudar muito em um dia e ficar vários sem estudar. Após um ano, ele saiu da "caverna" totalmente diferente, tocando muito melhor. Mateus Starling ressalta que essa história é um exemplo de como a disciplina pode transformar um músico.

A obsessão pelo solo de “Deus da Minha Vida” e a modelagem do Cacau Santos

Lucas conta que, durante esse ano, ele ficou obcecado pelo solo da música "Deus da Minha Vida", ouvindo-a 24 horas por dia. Ele tentava tirar o solo de ouvido, errava muito, mas se esforçou tanto que conseguiu copiá-lo igualzinho. Ele compartilhou o resultado e foi elogiado por Cacau Santos, que na época era seu ídolo.

Ele explica que aprendeu uma frase e começou a testar variações, como arrastar meio tom para trás, e percebeu que funcionava. Ele começou a aplicar esse processo de copiar e colar em outras regiões do braço, desenvolvendo sua técnica. Mateus Starling compara isso ao processo de modelagem, que é comum nos Estados Unidos.

Como cobrar evolução de músicos iniciantes sem desmotivar ou comparar

Mateus Starling pergunta como cobrar a excelência de um músico iniciante sem destruir sua autoestima. Lucas responde que é preciso ter cuidado com a forma de falar, pois hoje se entende melhor como funciona o relacionamento e os bloqueios. Ele aconselha a não diminuir, não comparar e entender o perfil de cada pessoa.

Ele conta que sofreu muito com comparação, sendo chamado de "Cacauzinho" e "Mateus Assatozinho". Ele acredita que a mesma metodologia pode funcionar para 100 pessoas, mas talvez para uma não. Ele defende que é preciso entender as dificuldades de cada um e adaptar o ensino.

O perigo do "efeito prodígio" e a busca pela própria identidade musical

Mateus Starling cita o livro "Originais" de Adam Grant, que fala sobre o problema do prodígio. Ele explica que o prodígio, muitas vezes, é alimentado pelos pais para continuar fazendo o que gera aplausos, deixando de experimentar coisas novas e buscar uma voz interior.

Lucas concorda e conta que, no início, copiava muito o Cacau Santos, mas chegou uma hora que sentiu sede de outras coisas. Ele começou a ouvir outros músicos, como baixistas, bateristas e pianistas, para expandir sua linguagem. Ele destaca a importância de sair da bolha e buscar a própria identidade.

Identificando e absorvendo padrões de grandes guitarristas

Lucas conta que, na época, os guitarristas da Oficina G3 eram a referência, mas ele decidiu olhar para quem ninguém estava olhando: o Cacau Santos. Ele escolheu Cacau por sua versatilidade, pois ele tocava rock, frevo, música brasileira e jazz. Ele estudou Cacau profundamente, assistindo a vídeos e analisando seu jeito de palhetar, fazer acordes e arpejos.

Ele identificou padrões no som de Cacau, como arpejos com quarta e pentatônicas parecidas. Ele percebeu que esses padrões eram uma característica do estilo de tocar de Cacau e começou a incorporá-los em seu próprio som. Mateus Starling compara esse processo ao que acontece com o Braguinha, que também tem uma identidade marcada por repetições.

Saindo da bolha: A importância de ouvir baixistas, bateristas e pianistas

Lucas conta que, após se aprofundar em Cacau Santos, ele sentiu necessidade de beber de outras fontes. Ele começou a ouvir baixistas, bateristas e pianistas, em vez de apenas guitarristas. Ele destaca que essa diversidade de influências abriu portas de trabalho e enriqueceu sua musicalidade.

Ele também fala sobre a importância de entender que cada músico tem sua própria voz e que a repetição de padrões é natural. Ele cita o exemplo de Malmsteen, que toca de um jeito que para ele é natural, mas para outros é sacrificante. Lucas acredita que cada pessoa deve tocar bem aquilo que é natural para ela.

Dicas práticas de estudo e como desenvolver fluência com 1% ao dia

Lucas dá dicas práticas de estudo, recomendando que o aluno faça uma seleção de três ou quatro guitarristas que gosta e ouça muito. Ele diz para trazer isso para si até que se torne normal. Ele também aconselha a não ser obcecado por uma pessoa, mas a entender o que ela carrega e catar isso para si.

Ele conta que, hoje, ele foca em 1% ao dia, pegando um 1% e deixando fluente, depois outro 1%, e assim por diante. Ele destaca que não adianta estudar algo e não conseguir tocar com fluência. Ele também fala sobre a importância de ouvir e repetir, como uma criança aprende a falar.

A mudança no meio gospel: Do instrumental técnico dos anos 2000 ao Worship atual

Mateus Starling e Lucas Carriel discutem a mudança no meio gospel, do instrumental técnico dos anos 2000 para o worship atual. Lucas conta que veio de uma época musicalmente rica, com acordes complexos e harmonias elaboradas. Ele cita a música "Tributo" como exemplo de uma harmonia absurda.

Ele também fala sobre o desafio de tocar uma música antiga com uma banda de worship, que não cresceu ouvindo esse tipo de música. Ele diz que, às vezes, é preciso optar por fazer bonito ou não fazer nada. Ele também menciona que tocar uma música difícil pode ser um desafio para a banda, mas que é importante sair da zona de conforto.

Desafio de repertório: A complexidade harmônica de clássicos antigos vs. playback

Mateus Starling pergunta sobre o desafio de tocar músicas antigas com harmonias complexas em um contexto de worship. Lucas conta que, em uma ocasião, o cantor pediu para tocar uma música antiga, mas a banda não conseguiu, pois não cresceu ouvindo isso. Ele conta que a solução foi usar playback para a música.

Ele destaca que a música tinha modulações e acordes abertos que exigiam um nível técnico que a banda não tinha. Ele afirma que, entre fazer feio e fazer bonito, prefere não fazer nada. Ele também conta que, quando era moleque, tinha medo de tocar essa música, mas um dia encarou o desafio e estudou a harmonia.

As particularidades técnicas e pegada da guitarra no Worship

Lucas Carriel explica que o worship não é um estilo fácil, apesar do que muitos pensam. Ele mostra duas paletas: uma comum, com a ponta, e outra com grip, que é usada virada. Ele destaca que a linguagem do worship é diferente, com uso de delays e reverbs em momentos específicos.

Ele conta que, quando entrou no worship, apanhou muito, pois vinha do groove. Ele teve que mudar a mentalidade, o jeito de tocar e o que ouvia. Ele cita Battle, David Rislop, Del e Adriel como referências. Ele destaca que a guitarra no worship tem uma pegada mais melódica e menos rítmica.

Primeiras gigs profissionais: Acompanhando Rafael Bittencourt e Júlio César

Lucas conta que sua primeira gig profissional foi com Rafael Bittencourt, do Angra, em Boituva. Ele tocou duas vezes com ele. Depois, aos 17 anos, tocou com Júlio César, um cantor que começou carreira solo. Ele conta que tomou uma "surra de harmonia", pois só sabia tocar contra C e contra V.

Ele conta que os músicos conversavam a harmonia e ele não entendia nada. Ele voltou para casa, estudou teoria básica, campo harmônico, função dos acordes, dominante secundário e diminutos de passagem. Ele percebeu que era isso que estava acontecendo e ficou mais fácil.

O teste de fogo: Tocando no Preto no Branco sem fone e sem nunca ter usado clique

Lucas conta que, em uma campanha da igreja, ele fez um voto com Deus para ter algo diferente na música. Quarta-feira de madrugada, Thiago Skiter ligou oferecendo uma gig para sábado. Ele não deu bola, mas na sexta-feira à noite viu que era para tocar com o Preto no Branco.

Ele não dormiu, estudou a madrugada inteira e foi para São Paulo sozinho de ônibus. Chegou na Expo Cristã sem fone, sem nunca ter usado clique. Ele pediu um fone emprestado e tocou. Ele conta que foi um "outro universo", mais profissional. Ele tocou com o Preto no Branco na época do Cloves e saiu bem.

Rotina na estrada com Preto no Branco, Bruna Karla e Pregador Luo

Lucas conta que, após o primeiro show, foi para Minas Gerais no mesmo dia, sem roupa, e dormiu na casa do Cloves. Ele conta que fez amizade com os músicos e que isso abriu portas. Ele tocou com a Bruna Karla em mais de cinco agendas, com o Pregador Luo e com o David Sasser.

Ele explica que, muitas vezes, era chamado para cobrir alguém (sub) e que isso o ajudou a ganhar experiência. Ele também fala sobre a importância de fazer network e de ser uma pessoa agradável. Ele conta que, com o Té, tocou em Tatuí e depois em outras agendas, até ficar um ano inteiro com ele.

Entrando na banda do Thalles Roberto e a adaptação de repertório

Lucas conta que tocou para o Thalles Roberto em Tatuí, abrindo o culto. Ele foi convidado a acompanhar o Té e tocaram juntos. Depois, foi chamado para outras agendas e ficou um ano inteiro na agenda do hotel Ruby. Ele conta que era o último artista que acompanhou.

Ele explica que, no início, ficou meio perdido, mas depois se adaptou. Ele fala sobre a importância de ser humilde e de respeitar o que o diretor musical pede. Ele também conta que, às vezes, tinha que tocar músicas que não eram sua praia, mas que fazia com excelência.

Os bastidores pesados da estrada: Convivência na van, ego e comparações

Lucas fala sobre os bastidores da estrada, que podem ser pesados. Ele conta que a convivência na van é intensa e que, se o ambiente não for agradável, torna-se tóxico. Ele fala sobre comparações, humilhações e a pressão para ter os mesmos equipamentos que os outros.

Ele conta que chegou a comprar um pedal de volume e um camper porque era o que todos tinham, mesmo sem querer. Ele diz que se moldou ao que os outros queriam, não ao que ele queria ser. Ele destaca que o ambiente na igreja deveria ser de adoração, mas muitas vezes se torna um "play" e que isso o decepcionou.

A realidade dos cachês, despesas do músico e desvalorização do Sideman

Lucas fala sobre a realidade dos cachês, que muitas vezes não são valorizados. Ele conta que, em uma matéria, viu que o Morada cobrou R$ 250.000 em um show. Ele questiona por que não honrar quem está caminhando com você. Ele diz que o músico tem despesas, como carro, combustível, equipamentos, e que ninguém pensa nisso.

Ele também fala sobre a desvalorização do sideman, que muitas vezes é visto como descartável. Ele conta que já foi humilhado por não ter os equipamentos que os outros tinham. Ele destaca que o músico precisa ser valorizado e que a relação entre artista e banda deve ser de respeito.

Bandas fixas vs. troca constante de músicos no mercado gospel

Lucas elogia bandas que mantêm a mesma formação por anos, como Jefferson e Suelle. Ele diz que é raro ver isso no mercado gospel, onde há muita troca de músicos. Ele acredita que há uma decepção mútua entre cantor e músico, e que falta maturidade de ambos os lados.

Ele conta que o sideman precisa entender que não é sócio do projeto e que pode sair a qualquer momento. Ele também diz que o músico precisa investir em sua própria carreira e não depender apenas do artista. Ele cita o exemplo de Felipe Andreoli, que é sócio do Angra, e de João Fera, que está há 40 anos no Paralamas.

O ponto de virada: A decisão de parar de viajar com artistas para focar na família

Lucas conta que sua decisão de parar de viajar com artistas veio de uma decepção com o ambiente e com a falta de clareza do projeto. Ele diz que ouviu uma palavra que mexeu com ele e que decidiu sair. Ele conta que pediu confirmação a Deus e que um pastor confirmou que seu tempo naquela banda estava acabando.

Ele diz que sua última agenda foi em dezembro e que, desde então, não toca mais com artistas, a menos que seja um propósito que valha a pena. Ele destaca que não quer se curvar a qualquer coisa e que sua casa merece o melhor. Ele também fala sobre a importância de ter tempo de qualidade com a família.

Mentalidade empreendedora: Por que o músico precisa construir a própria carreira

Lucas fala sobre a mentalidade empreendedora que desenvolveu. Ele conta que, durante a pandemia, começou a estudar empreendedorismo e a entender que precisava construir sua própria carreira. Ele percebeu que não estava investindo em si mesmo, apenas gastando dinheiro com equipamentos.

Ele conta que decidiu investir em seus próprios projetos, como cursos, mentoria e workshops. Ele diz que hoje pensa a longo prazo e que quer que seu dinheiro trabalhe para ele. Ele destaca que o músico precisa ter uma visão de negócio e não apenas ser um empregado do artista.

A rotina atual como músico e líder voluntário na igreja local

Lucas conta que hoje é músico voluntário na igreja, toca de quinta a domingo, e também é líder de jovens. Ele diz que está bem envolvido com o ministério e que serve com alegria. Ele fala sobre a importância de ter um diretor musical remunerado para organizar a banda e elevar o nível.

Ele conta que sua igreja contratou um diretor musical que veio de Joinville e que isso mudou o louvor da igreja. Ele diz que o diretor musical cobra que todos estudem as músicas e toquem igual ao original. Ele destaca que a humildade é essencial para seguir as orientações do diretor.

Setup e Equipamentos: Como o Kemper é programado em estágios de ganho

Lucas mostra seu setup, que é baseado no Kemper. Ele explica que programa o Kemper por estágios de ganho, usando o próprio amplificador, sem pedais de drive. Ele mostra um preset de Vox AC30 com cinco estágios de ganho, do limpo ao crunch, e diz que prefere manter o volume nivelado para que o técnico de som ajuste conforme a necessidade.

Ele também fala sobre a diferença entre o Kemper e outros equipamentos, como o Fractal e a Helix. Ele elogia o som do Kemper, que é confortável e grande no PA. Ele também menciona que tem uma Helix Floor Station, que agora tem sistema de captura.

Uso consciente de ambiências: Delays e reverbs no Worship sem embolar o som

Lucas explica como usa delays e reverbs no worship. Ele diz que mantém o delay e o reverb sempre ligados, mas com mix baixo. Ele tem botões para aumentar o delay e o reverb quando precisa. Ele destaca que não usa efeitos como shimmer, pois podem embolar o som.

Ele mostra na prática como usa os efeitos em momentos específicos, como quando está sozinho ou em uma parte melódica. Ele diz que é importante saber a hora certa de usar cada efeito para não atrapalhar a banda. Ele também fala sobre a importância de ter um lead com delay e reverb na medida certa.

Demonstração dos timbres: Perfis de Dumble, Bogner e timbres limpos

Lucas demonstra outros timbres que usa, como um perfil de Dumble e um de Bogner. Ele mostra como o Dumble limpa quando toca de leve e suja quando toca forte. Ele também mostra o Bogner, que é mais sujo e tem um som mais ardido.

Ele explica que usa esses timbres para diferentes contextos, como worship e música secular. Ele também mostra um timbre limpo, que usa para bases. Ele destaca que a guitarra ajuda muito a variar o som, pois ele pode usar o captador single ou humbucker.

Guitarra Signature Aslan Pearl Carriel: Especificações, madeiras e captação

Lucas apresenta sua guitarra Aslan Pearl Carriel 01, um modelo Mustang. Ele conta que a guitarra foi feita sob demanda e que tem uma assinatura. Ele detalha as especificações: ponte Gotoh, tarraxas com trava, captadores Custom 1959 com split, e três posições. Ele diz que a guitarra custa em torno de R$ 8.000.

Ele explica que queria uma guitarra com estética diferente, que tivesse um som meio de tele, mas com single coil. Ele elogia a luthieria da Aslan, de Belo Horizonte, e diz que a guitarra é muito confortável e estável. Ele também fala sobre a importância de ter um braço mais gordinho para sua pegada.

Experiências com instrumentos: Guitarras caras que decepcionaram e regulagens

Lucas conta que já teve uma experiência ruim com uma guitarra Suhr que experimentou em uma loja. Ele diz que a guitarra era dura e travada, e que não gostou. Ele também fala sobre uma guitarra Music Maker que teve problema de regulagem no braço.

Ele destaca que a madeira é fundamental para a estabilidade do instrumento e que algumas madeiras não são adequadas para braços de guitarra. Ele aconselha a testar a guitarra antes de comprar e a escolher uma que seja confortável. Ele também elogia a luthieria nacional, como Tagima, Aslan e Music Maker.

A evolução e alto nível da luthieria e guitarras nacionais (Tagima, Aslan, Music Maker)

Lucas elogia o nível das guitarras feitas no Brasil, citando Tagima, Aslan e Music Maker. Ele diz que os braços da Tagima são os melhores, e que a Tagima desenvolveu um roasted pau-marfim para sua assinatura. Ele destaca que a luthieria nacional evoluiu muito e que hoje é possível ter instrumentos de alta qualidade.

Ele também fala sobre a importância de ter um instrumento estável para a estrada, que não desafine com as mudanças de temperatura e umidade. Ele conta que já teve problemas com guitarras que precisavam de regulagem constante. Ele conclui que uma guitarra boa é aquela que é confortável para o músico.

Testando o "Chorus do Amor" e modulações no Kemper

Mateus Starling pede para Lucas mostrar o "Chorus do Amor", uma brincadeira recorrente no podcast. Lucas mostra um som com chorus, reverb e drive. Ele explica que o chorus é um efeito que ele usa para dar uma "quebrada" no som.

Ele também mostra um efeito de trêmulo, que ele usa com o tap tempo. Ele diz que usa esses efeitos para criar texturas e ambiências. Ele também fala sobre a importância de saber usar os efeitos sem exagerar.

O segredo da paleta com grip e paleta invertida no som do Worship

Lucas revela o segredo da paleta com grip, que é usada virada. Ele mostra que o som da ponta da paleta é diferente do som do grip. Ele diz que usa a paleta invertida para ter um som mais aveludado e para ficar mais próximo da corda.

Ele conta que aprendeu isso com Adriel Emerick e que mudou seu jeito de tocar. Ele também fala sobre as paletas que usa, como a Chutes 0,75 mm e 1,5 mm. Ele diz que a espessura da paleta muda o timbre e que ele escolhe a paleta de acordo com o que vai tocar.

Considerações finais e onde encontrar Lucas Carriel

Lucas Carriel agradece a oportunidade e divulga suas redes sociais. Ele pode ser encontrado no Instagram @lucascarrielgtr, onde tem links para seus cursos, aulas particulares e mentoria. Ele também tem um canal no YouTube, onde posta covers e reviews de equipamentos.

Ele agradece às parcerias, como Shoots (paletas), Aslan Music Shop (guitarras e correias) e Rivos (cabos). Mateus Starling agradece a participação e convida a audiência a compartilhar o episódio. Ele também sugere um próximo episódio com uma resenha de guitarristas.