Confissões Consentidas - Ep. 44 - Violeta Escarlate

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Introdução e Apresentação de Violeta Escarlate no Podcast Confissões Consentidas

O podcast Confissões Consentidas, o podcast da comunidade fetichista para o mundo, inicia mais um episódio. O apresentador, Mestre Cruel, também conhecido como Renan, se descreve como um homem branco de 34 anos, com cabelos castanhos e fios brancos, vestindo um colete preto com detalhes metálicos. Ele recebe com entusiasmo a convidada Violeta Escarlate, que está visivelmente nervosa. Violeta se descreve como uma mulher amarela, asiática, de cabelos escuros e ondulados, vestindo roupas pretas, acessórios de correntes e um harness.

Infância e o Despertar do Sadismo: A Menina que Batia nos Amiguinhos

A pergunta disparadora do podcast é: "O que eu vou ler se eu jogar o seu nome na Wikipedia?", e a partir disso, Violeta conta sua história. Ela é uma pessoa criativa desde sempre, designer de profissão, com envolvimento em artes como fotografia e pintura. O fetiche e o BDSM surgiram em momentos diferentes de sua vida. Violeta relata que seu lado sádico começou na infância, quando ela batia nos amiguinhos. Ela tinha muitos amigos homens que gostavam de provocá-la, escondendo suas coisas, e ela reagia batendo neles. Anos depois, ela entendeu que aquilo era uma forma de BDSM consensual, pois seus amigos sabiam que seriam "castigados" após provocá-la, e a brincadeira se repetia no dia seguinte. Ela compara a dinâmica à Turma da Mônica, com ela no papel de Mônica, e conta que sua mãe a proibiu de assistir ao desenho porque ela batia nas pessoas com o Sansão. Para Violeta, isso era uma forma de BDSM lúdico, sem conotação sexual.

Adolescência, Tumblr e o Despertar da Sexualidade Fetichista

A parte sexual e fetichista veio na adolescência, através do Tumblr. Violeta consumia conteúdos artísticos, como semi-nudes e gifs provocativos, que a excitavam, mas ela não se tocava. Um blog específico, chamado "Escravo Sexual", foi significativo em sua descoberta, mesmo que na época ela não entendesse o termo "escravo" no contexto sexual. Ela cresceu em um ambiente muito conservador, onde não tinha liberdade para falar sobre sexualidade com os pais, então a internet foi seu principal meio de descoberta.

Seus relacionamentos começaram cedo, aos 14 anos, mas eram sempre muito "baunilha" e tradicionais. Ela só foi explorar seus fetiches após terminar um relacionamento longo durante a pandemia. Nesse período, ela percebeu que não se conhecia sexualmente, nunca havia se masturbado, e decidiu comprar seu primeiro vibrador e começar a pesquisar sobre o assunto. Foi quando lembrou do Tumblr "Escravo Sexual" e começou a consumir conteúdo fetichista de forma mais ativa, criando seu perfil com o nome Violeta Escarlate.

A Criação do Nome Violeta Escarlate

Violeta conta que precisava de um nome para seu perfil fetichista no Instagram, pois não queria usar seu perfil "baunilha" para seguir contas fetichistas. Ela queria um nome neutro, que não indicasse sua posição (sub, dom, etc.), pois ainda não sabia qual era a sua. Como gosta muito de flores e tem muitas tatuagens de flores, escolheu "Violeta", uma flor que lhe trazia memórias da avó. Como todos os perfis que via tinham dois nomes, ela adicionou "Escarlate", que achava sensual. Ela não imaginava que esse nome se tornaria tão reconhecido na comunidade.

A Primeira Experiência Fetichista e a Descoberta do Sadismo

Violeta queria aprender a teoria antes de se jogar no mundo fetichista, pois é medrosa e percebeu que algumas práticas envolvem riscos e exigem confiança na outra pessoa. Ela passou muito tempo pesquisando e estudando. Sua primeira experiência foi por recomendação de uma amiga que era do BDSM. A amiga fez uma sessão com um dominador e recomendou que Violeta experimentasse com ele, pois ele era atencioso, teórico e fazia a negociação corretamente.

Ela começou como sub, mas seu segundo dominador percebeu que ela tinha um lado top e a incentivou a explorar. Violeta resistiu à ideia no início, pois tinha uma imagem de que uma dominadora precisava ser séria e sensual, enquanto ela é uma pessoa risonha e brincalhona. O dominador a fez entender que seu jeito não a descredibilizava como dominadora. A partir daí, ela foi se aprofundando cada vez mais.

O Batismo como "Violenta"

Em uma brincadeira que o grupo de amigos faz, alugando uma masmorra por 12 horas para beber, conversar e praticar, Violeta ganhou o apelido de "Violenta". O apresentador brinca que ela deveria mudar o nome para "Violenta Escarlate", pois combina mais com sua personalidade. Violeta também revela que nenhum de seus amigos de infância que apanhavam dela entrou no meio fetichista.

Práticas Favoritas e a Relação com a Sexualidade

Violeta afirma que suas práticas favoritas giram em torno do sadomasoquismo (gostar de provocar e sentir dor), bondage (gosta de amarrar e ser amarrada), impact play e fogo. Ela aprecia práticas mais sensoriais, tanto como top quanto como bottom. Ela diferencia sua submissão da posição de bottom: ela se submete (servir, ajoelhar) apenas como bottom, e precisa ter uma conexão com a pessoa. Como top, ela não tem essa dinâmica de submissão, e gosta da dominação do femdom.

Ela destaca que nem todas as suas práticas são sexualizadas. Um exemplo é sua amizade com Zico, outro convidado do podcast, com quem ela pratica BDSM sem nenhum envolvimento romântico ou sexual. Eles fazem apresentações públicas juntos, e as pessoas frequentemente pensam que são um casal, mas são apenas amigos que gostam de jogar. Para Violeta, é importante desvincular o BDSM da parte sexual, mostrando que é possível se divertir sem beijar ou tocar em partes íntimas.

Criatividade e Performance: O Papel do "Isqueirinho"

Violeta, sendo uma pessoa criativa, usa sua habilidade para criar performances, como um jogo de RPG com dados que fizeram em uma festa. Para ela, a criatividade não é necessariamente uma excitação sexual, mas uma empolgação. Seu maior prazer em um evento é ser o "isqueirinho" da galera, animando o ambiente, criando competições e incentivando as pessoas a gritarem mais alto durante as cenas. Ela admite que as pessoas podem odiá-la por isso, mas ela adora. Ela também comenta que, ao contrário da imagem que tinha de uma dominadora "energia gato preto", ela foi descrita como um "filhote de golden que fica pulando de um lado pro outro".

Família Conservadora, Vida Dupla e a Aceitação dos Pais

Violeta cresceu em uma família conservadora, onde aprendeu a abaixar a cabeça e obedecer. Ela mantinha uma vida dupla: a "Nati" para a família e a "Violeta" para o mundo fetichista. Recentemente, ela começou a juntar mais os mundos, influenciada pelo ambiente de trabalho, onde as pessoas são mais abertas. Seus pais sabem da existência de seu lado fetichista, mas não querem saber detalhes. Eles sabem que ela é curiosa e que já foi a uma casa de swing, mas não sabem que ela frequenta o meio. Eles sabem que ela gosta de chutar "bola de homem" (lado top), mas não que ela gosta de apanhar (lado bottom). Violeta acredita que há coisas que os pais não precisam saber.

A Amizade com Zico e a Turma do BDSM

Violeta conta que fez amizade com o grupo de Zico no ano passado. Ela já frequentava os rolês e conhecia algumas pessoas, mas a proximidade veio depois. Ela conheceu Zico e sua turma, que começaram a chamá-la para os eventos, e a amizade foi crescendo. Hoje, ela fala com Zico quase todos os dias.

Sua primeira experiência em um bar fetichista foi no Dominatrix, acompanhada de um amigo. Foi uma experiência engraçada, pois um homem se aproximou e pediu para beijar seu pé. Ela ficou sem saber o que fazer, mas acabou permitindo, e o cara ainda pediu para filmar. Ela descreve a cena como surreal, pensando "que mundo é esse?".

Bate-Bola Rápido: Medos, Sonhos e Super Poderes de Violeta

Na seção de perguntas rápidas, Violeta responde:

  • Uma cor: Preto.
  • Um sonho: Viajar o mundo.
  • Um medo: Machucar-se fisicamente (já sofreu acidentes).
  • Lugar para visitar: Japão (onde tem família).
  • Se mudaria do Brasil para onde: Não tem um lugar fixo, mas tem vontade de morar fora.
  • Quem te interpretaria no cinema: Lana Condor (de "Para Todos os Garotos que Já Amei").
  • Indicação de série: The Office (não gostou de primeira, mas se tornou a favorita).
  • Super poder merda: Não conseguiu pensar em um.

Ela finaliza dizendo que a Natália pela Violenta Escarlate é uma pessoa muito alegre, feliz, que gosta de conversar, de ser isqueirinho e de animar as pessoas. Ela se descreve como "arroz de festa", expansiva, extrovertida e que gosta de viver.

Encerramento e Divulgação das Redes Sociais

O episódio é encerrado com agradecimentos, pedidos de engajamento e a divulgação das redes sociais. Os ouvintes são incentivados a seguir o podcast no Instagram (@confissoesconsentidas) e o apresentador (@dommcsp), além de acessar o site www.mestrecruel.com. Violeta divulga seu Instagram fechado (Violeta Escarlate), que só aceita quem conhece pessoalmente, e seus perfis abertos (via_line_escarlat) no Twitter e Instagram, onde posta conteúdo sobre sua vida fetichista. O apresentador convida os ouvintes a irem aos eventos para conhecer Violeta pessoalmente. O podcast agora é quinzenal.