Além da Apólice, com Richard Meneghetti

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Introdução: Conhecendo Richard Meneghetti, o Empreendedor que Une Negócios e Propósito

No episódio inaugural do podcast Além da Apólice, o apresentador dá as boas-vindas a um convidado muito especial: Richard Meneghetti. Natural de Dois Córregos, interior de São Paulo, Richard é um empreendedor nato de 37 anos, com uma trajetória que vai desde o trabalho em fazendas até o comando de restaurantes na capital. Mais do que um cliente, Richard é um grande amigo e, inclusive, padrinho da filha do apresentador. A conexão entre os dois começou em dezembro de 2018, através de um amigo em comum, Rodrigão, que visionou a sintonia entre eles. Essa amizade gerou frutos profissionais e pessoais, provando como networking e indicação são pilares em qualquer ramo de negócio.

O Poder das Indicações e da Cultura de Servir

Richard compartilha uma filosofia de vida que vai além do empreendedorismo: a cultura de servir e indicar. Para ele, assim como se indica um bom restaurante, por que não indicar um profissional de confiança para cuidar do seguro de vida de amigos e familiares? Uma indicação carrega o nome de quem a fez, e por isso, Richard só recomenda pessoas e produtos em que confia plenamente. Ele já era cliente da seguradora desde 2015, muito antes de ser atendido pelo amigo, o que reforça sua credibilidade. O apresentador define Richard com um verbo: servir. Essa característica de estar sempre disponível para receber amigos, fazer favores e conectar pessoas é o que o torna tão lembrado e respeitado em seu círculo social.

Richard exemplifica esse espírito ao contar como, em diversas situações, foi acionado para resolver problemas: de conseguir uma banda sertaneja a providenciar carne para um churrasco. Essa mentalidade de abundância e cooperação é, segundo o apresentador, fundamental para quem vive de vendas, já que “só existe uma profissão no mundo que é vendedor”. Quanto mais você ajuda o outro, mais você é ajudado, criando um ecossistema onde o sucesso de um cliente reflete no sucesso de todos.

Trajetória Empreendedora: Das Pulseiras de Miçanga aos Restaurantes em São Paulo

O espírito empreendedor de Richard nasceu da necessidade. Aos 8 anos de idade, ele já fabricava pulseiras de miçanga para trocar por locação de fitas de videogame, mostrando uma precoce habilidade para negócios. Mais tarde, foi trabalhar na fazenda da família, que produzia óleo de eucalipto no norte de Minas Gerais, mas percebeu que aquela não era sua vocação.

De volta a São Paulo, Richard descobriu a paixão pela culinária japonesa. Inicialmente, ele viajava para cidades como São Carlos, Araraquara e Ribeirão Preto para saborear a comida, até que teve uma “bela sacada”: seria mais fácil e econômico abrir seu próprio restaurante japonês em Jaú do que continuar viajando. Sem saber nada sobre o ramo, aprendeu na prática e o negócio deu tão certo que ele se tornou o pioneiro do segmento na cidade.

Em 2015, um amigo goleiro do Corinthians, o Walter, o cutucou para levar o negócio para a capital paulista. Richard aceitou o desafio e abriu uma unidade na badalada região da Rua Haddock Lobo com a Itú, nos Jardins. O restaurante foi um sucesso, sendo o primeiro japonês da região a funcionar na madrugada, aberto até as 3h da manhã. No segundo andar, ele chegou a montar um clube de pôquer. Com mais de 40 colaboradores e uma rotina de trabalho das 10h às 5h da manhã, Richard vivia intensamente o empreendedorismo, criando e se reinventando a todo momento.

A Pandemia e a Reinvenção: O Delivery e o Impacto nas Apólices de Seguro

A pandemia de Covid-19 foi um divisor de águas na vida de Richard. No dia em que o lockdown foi decretado, ele teve que fazer uma demissão em massa, pois já previa que a quarentena não seriam apenas 15 dias. Sua experiência anterior com delivery, iniciada em 2018, foi crucial para sua sobrevivência no período. Ele chegou a ter quatro unidades de dark kitchens em São Paulo e uma em Campinas. No entanto, o alto custo do aluguel do ponto físico nos Jardins, somado à queda de faturamento, impactou profundamente suas finanças, fazendo o prejuízo do CNPJ “sangrar” o CPF.

Diante dessa crise financeira, Richard precisou tomar uma decisão difícil em relação às suas quatro apólices de seguro, reduzindo para uma única pólice. O apresentador destaca que a pandemia serviu para escancarar a vulnerabilidade da vida, quebrando a chamada “síndrome do Super-Homem” – a crença de que nada de mal vai acontecer. Richard ressalta um marco ético da seguradora: ela foi a primeira no Brasil a se posicionar e pagar todas as indenizações relacionadas à Covid-19, mesmo sem obrigação contratual em muitos casos. Esse gesto reforçou sua confiança na empresa como “a notícia boa no meio do caos”. Além disso, o caso de um amigo que, após 20 dias na UTI com Covid, recebeu diárias de internação que cobriram anos de pagamento do seguro, serviu como um lembrete da importância de estar protegido.

A Chegada da Paternidade e a Reestruturação do Planejamento Familiar

A notícia de que se tornaria pai da Sofia foi o gatilho definitivo para Richard repensar todo seu planejamento de seguros. O apresentador foi uma das primeiras pessoas a saber da novidade, e na semana seguinte à comemoração, Richard já estava revisando suas apólices para algo 100% voltado para a filha. Ele admite que, embora tivesse refeito uma pólice tímida dois anos antes, a chegada de um filho “muda tudo”. A ficha caiu de vez ao ouvir o primeiro choro e segurar a filha no colo.

A responsabilidade de garantir a educação e o futuro de Sofia fez com que Richard e sua esposa Karine criassem um mindset de independência financeira para a filha, não como dependente de um seguro, mas como um complemento. A pólice passou a ter um novo propósito: proteger o “pé da laranjeira”, não apenas o fruto. Richard e o apresentador debateram se o prazo seria de 20 ou 30 anos, e a decisão levou em conta até mesmo o cenário de inventário – garantir recursos para que Sofia possa arcar com os custos legais sem precisar vender bens, como o carro, no futuro.

Seguro de Vida vs. Seguro de Banco: Congelamento de Risco e o Trauma Brasileiro

Um dos pontos mais educativos da conversa é a diferenciação entre o seguro de vida tradicional oferecido por bancos e o seguro de uma seguradora especializada. Richard relata a amarga experiência de seu pai, que pagou por mais de 20 anos um seguro de vida de um “bancão tradicional”. A cada ano, o valor ficava mais caro devido ao reenquadramento etário. Quando seu pai completou 65 anos, recebeu uma carta informando que o banco não tinha mais interesse em renovar o seguro – uma “sacanagem” que deixou a família desprotegida na terceira idade.

Em contraste, o seguro que Richard possui com a seguradora permite o congelamento do risco por 20 ou 30 anos. Isso significa que, ao contratar aos 35 ou 36 anos, ele pagará esse valor até os 65 ou 66, independentemente do envelhecimento. O apresentador explica que “o que compra seguro de vida não é dinheiro, é saúde”. Por isso, o melhor momento para contratar é quando se é jovem e saudável, garantindo preços baixos e condições favoráveis por décadas. Esse diferencial é essencial para combater o “trauma cultural” deixado pelos seguros de banco, que muitas vezes faz as pessoas desistirem do produto.

Sustos e Aprendizados: Acidente de Moto, Turbulência e a Personalização do Beneficiário

Richard compartilha alguns sustos que o fizeram refletir sobre a importância do seguro. Em um deles, sofreu um acidente de moto e, antes mesmo que ele pudesse acionar alguém, seu celular já havia enviado um alerta automático para o apresentador, que estava em sua lista de contatos de emergência como amigo e Life Planner. Em outra ocasião, ao voltar de férias em 2 de janeiro, o avião da família ficou girando por 1h30 sobre Campinas em meio a uma forte tempestade. Naquele momento de medo, Richard pensou na segurança de sua esposa Karine e de sua filha Sofia.

Essa experiência levantou uma questão crucial: a personalização dos beneficiários. Richard quis saber o que aconteceria com a indenização se ele e Karine falhecem juntos em um acidente. O apresentador explicou que é possível criar uma árvore genealógica de beneficiários, garantindo que o recurso vá para outros entes queridos (como pais ou irmãos) ou até mesmo para uma causa, evitando que o dinheiro fique “sem dono” ou sujeito a longos processos judiciais. Essa flexibilidade, aliada à possibilidade de ter múltiplos beneficiários, foi um dos fatores que mais tranquilizou Richard.

A Incoerência Cultural: Proteger o Carro Mas Não a Própria Vida

O apresentador levanta uma reflexão contundente sobre a incoerência cultural do brasileiro. Muitas pessoas não tiram um carro zero da concessionária sem seguro, pagando caro para proteger o veículo contra roubo ou acidente. No entanto, elas mesmas – que estão dentro do carro – não veem a mesma urgência em contratar um seguro de vida. É como se protegessem o “fruto” (o carro) mas não a “árvore” (a pessoa que gera o patrimônio).

Richard complementa com uma análise de economia burra: uma pessoa que compra um carro de R$ 300.000, e paga R$ 1.000 por ano de seguro, geralmente tem um patrimônio de cerca de R$ 10 milhões. No entanto, se ela faltar, o inventário dessa família custará mais caro do que o valor do carro. A primeira medida será vender o bem. Portanto, investir em um seguro de vida não é um custo, mas sim uma estratégia inteligente para preservar o patrimônio e garantir a tranquilidade dos dependentes.

O Papel do Life Planner: Conscientizar e Cuidar Além da Venda

O apresentador define seu trabalho como o de um “catequista”, alguém que precisa conscientizar, e não apenas vender. Ele ressalta que o seguro de vida é um assunto tabu, muitas vezes evitado por falar sobre a morte, mas é essencial. Irônico, segundo ele, é que muitas pessoas que fogem do assunto contratam planos funerários sem a mesma resistência.

A relação de proximidade é um diferencial. Richard relata que, em momentos de aperto financeiro durante a pandemia, o apresentador o ajudou a reestruturar as apólices em vez de cancelá-las. Além disso, recentemente, ele reestruturou o plano da esposa, reduzindo o custo mensal. O apresentador brinca que está sempre a “um WhatsApp do cliente”, disponível para acionamentos, revisões e até para ser a primeira pessoa contatada em caso de emergência, como no episódio da moto. Essa confiança e disponibilidade transformam o corretor em um guardião da vida financeira do cliente.

Conclusão e Reflexão Final: “Guarda-chuva se Compra em Dia de Sol”

Para encerrar, Richard deixa uma poderosa metáfora: “guarda-chuva se compra em dia de sol”. Não adianta esperar a tempestade chegar para comprá-lo, pois, na hora da necessidade, o vendedor vai cobrar cinco vezes mais. O mesmo vale para o seguro de vida: contrate enquanto é jovem e saudável, para não ter surpresas desagradáveis no futuro.

Ele agradece ao amigo pelo cuidado não apenas com ele, mas com toda sua família, incluindo sua filha e esposa. O apresentador, por sua vez, retribui o reconhecimento e reforça que o sucesso de seus clientes é o seu próprio sucesso. A conversa, repleta de histórias reais e lições práticas, termina com um convite: que todos possam se proteger, indicar bons profissionais e construir um futuro mais seguro, pois, como fica claro, o seguro de vida é, acima de tudo, o maior gesto de amor que se pode deixar para quem fica.