Introdução: O Que é o 'Além da Apólice' e Quem é Leandro Schulai?
O podcast 'Além da Apólice' é uma série que explora o universo dos seguros, indo muito além de um simples contrato ou pedaço de papel. A proposta é entender as histórias reais de clientes, desmistificando o que está por trás de uma apólice e mostrando como ela serve para proteger sonhos e garantir o futuro de famílias. Neste episódio, o apresentador recebe um convidado especial: Leandro Schulai, um homem de múltiplas facetas que é, ao mesmo tempo, cientista de dados, escritor, palestrante, youtuber e, acima de tudo, um grande amigo.
Leandro, natural de São Paulo e com 38 anos, sempre foi uma pessoa criativa e ligada à arte desde pequeno. No entanto, a necessidade de pagar contas e o medo de arriscar o levaram a seguir uma carreira no mercado de dados, uma tendência de mercado. Ele e o apresentador trabalharam juntos por muitos anos na Vivo, uma das maiores empresas de telefonia, onde construíram uma sólida amizade. Apesar de sua veia artística e aventureira — sendo inclusive um entusiasta de poker e apostas — Leandro se descreve como uma pessoa medrosa no âmbito pessoal, alguém que tem receio de arriscar quando o assunto é o futuro e a segurança de sua família.
Do Amigo ao Cliente: A Jornada de Confiança e Conscientização
A história de como Leandro se tornou cliente de seguro de vida é, antes de tudo, uma história de amizade e confiança. Quando o apresentador, que agora atua como Life Planner, o procurou para falar sobre seu novo trabalho de conscientização sobre seguros, Leandro foi pego de surpresa. Ele admite que, se alguém fosse apostar em quais amigos se tornariam clientes, seu nome certamente estaria na lista dos que não fariam parte desse perfil.
No entanto, movido pela empatia e pelo apoio ao amigo, Leandro decidiu ouvir a proposta. Ele revela que tem o hábito de apoiar os amigos em seus empreendimentos, sendo um dos primeiros a comprar livros de conhecidos, por exemplo. Sua motivação inicial não foi entender o produto, mas sim prestigiar o trabalho de quem confiava. “Se tivesse vendendo picolé de chuchu, eu tava indo”, brinca ele, deixando claro que o que importava naquele primeiro momento era dar uma força. Esse voto de confiança, de aceitar algo sem conhecer a fundo, é algo que o apresentador valoriza imensamente, destacando a dificuldade que muitos têm em pedir ou oferecer ajuda, especialmente aqueles que sempre viveram no regime CLT e acreditam não precisar de ninguém.
O Perigo da Zona de Conforto do CLT: Por que o Seguro da Empresa Não é Suficiente?
Um dos pontos mais cruciais da conversa é a desconstrução da falsa segurança que o trabalhador CLT costuma ter. Leandro se inclui nesse perfil enviesado, que por muitos anos acreditou que o seguro de vida oferecido pela empresa era tudo o que precisava. Após 15 anos na mesma companhia, ele pensava: “Vou me aposentar aqui”. O apresentador, no entanto, traz uma estatística reveladora: 90% das pessoas não permanecem no mesmo emprego a vida inteira para se aposentar.
Além disso, ele explica que o seguro da empresa, como o próprio nome diz, é uma ferramenta para proteger a empresa contra processos trabalhistas e obrigações legais, e não uma proteção genuína pensada na família do funcionário. A prova disso veio rapidamente na vida de Leandro: menos de um ano e meio após contratar seu seguro individual, ele mudou de empresa. Se dependesse apenas do seguro corporativo, teria perdido a cobertura.
Para ilustrar ainda mais esse risco, Leandro compartilha a história de um amigo pessoal. Esse amigo entrou em uma empresa com 17 anos, sem faculdade, trabalhou por mais de 30 anos, conheceu os donos e instalou escritórios pelo Brasil. Aos 50 anos, com a certeza de que se aposentaria na empresa, ele foi demitido de uma hora para a outra. Além de perder o emprego, perdeu o seguro de vida e, devido à idade e a problemas de saúde, não conseguiu mais contratar um novo. Esse episódio foi um divisor de águas para Leandro, que se viu na mesma situação e sentiu um enorme alívio por ter um seguro que não dependia do seu vínculo empregatício.
O Inesperado Acontece: O Relato de Uma Internação e o Papel do Seguro
A teoria se tornou prática quando Leandro enfrentou um susto real com sua saúde. Tudo começou com uma dor na perna que ele ignorou por mais de um mês, associando a uma batida qualquer. O ápice ocorreu em um show do Chris Brown, perto do Natal, em São Paulo. Após horas sentado em um estádio desconfortável e uma longa caminhada de volta ao carro, ele chegou em casa com calafrios intensos e febre. A temperatura subiu de 37,3°C para 39°C durante a noite.
No dia seguinte, mesmo com febre, ele pensou em trabalhar e ir ao hospital apenas à noite. Felizmente, sua esposa o convenceu a ir imediatamente. No hospital, veio o diagnóstico: uma infecção bacteriana chamada celulite infecciosa, um quadro mais grave que a erisipela. Os leucócitos estavam alterados e a médica deu a notícia: ele passaria o Natal internado. Em 23 de dezembro, seus planos de viajar para a praia foram por água abaixo. Leandro ficou cinco dias internado, recebendo alta apenas no dia 27.
Em meio ao caos de ser internado em pleno Natal, Leandro encontrou um motivo de alegria: saber que era cliente da seguradora. Ele relata que, apesar do seguro não impedir a doença nem trazer a cura, o conforto de saber que receberia uma indenização foi um alento. A experiência o fez repensar o conceito de seguro, passando a chamá-lo de 'guardiã de vida', pois a empresa se preocupa com ele durante toda a jornada, e não apenas no final. Ele destaca que 90% de tudo o que a seguradora paga em indenizações é para situações em vida, com o próprio segurado recebendo o benefício.
Comparação Prática: Plano de Saúde vs. Seguro de Vida
A internação de Leandro ofereceu um exemplo prático perfeito para diferenciar o papel do plano de saúde e do seguro de vida. Ele possuía ambos: o plano de saúde era oferecido pela sua empresa (CLT) e o seguro de vida, particular.
O plano de saúde cumpriu sua função: cobriu todas as despesas hospitalares, o atendimento de um hospital bom e top, arcou com os custos da internação e não exigiu pagamento direto. No entanto, como Leandro ressalta, o plano de saúde “não pôs nenhum PIX na sua conta”. Já o seguro de vida fez exatamente isso. O trâmite, que ele imaginava ser burocrático, foi rápido e prático. Ele enviou apenas o sumário de alta (documento oficial) e seus dados bancários. Em menos de 3 dias úteis — e no final de ano, entre feriados — o valor já estava em sua conta.
Essa agilidade foi surpreendente e contrastou com experiências negativas com seguros de carro, que costumam ser demorados e cheios de exigências. O apresentador, que atuou como facilitador, destaca que seu papel foi justamente o de correr atrás internamente para que Leandro, já passando por uma situação delicada, não tivesse mais preocupações. Esse acolhimento e a proximidade do Life Planner — que acompanha o cliente há quase 5 anos, diferente de um gerente de banco que muda constantemente — são diferenciais destacados.
Lições, Reflexões e o Futuro: Seguro como um Ato de Amor e Investimento na Vida
A experiência ensinou a Leandro que o inesperado não avisa. Ele chegou “arrombando a porta” em um show, sem hora marcada. A partir desse susto, sua visão sobre o que é um seguro se transformou completamente. Ele agora enxerga o produto não como uma despesa, mas como um investimento na vida — não no sentido financeiro tradicional, mas como um investimento em tranquilidade para si e para as pessoas ao seu redor.
Ele reflete que o seguro de vida é o maior gesto de amor, pois se trata de investir em algo que talvez você não esteja vivo para ver, como plantar uma árvore para as futuras gerações. Embora tenha feito o seguro primeiro por amizade e depois pensando na família, ele percebe que, no final, foi recompensado para si mesmo. Leandro deixa uma frase poderosa: “O seguro é para quem tem dependentes e para quem não admite a possibilidade de se tornar um”. Afinal, se você não se proteger em vida, pode se tornar dependente de alguém, gerando despesa e peso para outros. O seguro serve para diluir esse peso, preservando a independência.
Olhando para o futuro, agora casado e com planos de ter um filho, Leandro sabe que precisará revisar sua apólice. Ele entende que a proteção deve ser familiar, pois qualquer coisa que afete um cônjuge afetará o outro, formando uma unidade. Como mensagem final, ele deixa uma analogia: “Só ganha na loteria quem joga”. Não existem voos grandes sem riscos, mas para todo atacante (como Neymar), é preciso ter um goleiro. Ele se identifica com a ousadia do camisa 10, mas sabe que, para qualquer “furada”, seu “goleirão” (o seguro) está ali para salvar. A conclusão é: arrisque, não se contente, mas nunca fique desprotegido.